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	<title>Amalie Bruun | Suhellen Dolenga</title>
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		<title>Amalie Bruun &#8211; delicadeza, ferocidade e folk nórdico ancestral (Análise de estilo)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suhellen Dolenga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2025 16:29:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de estilo]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">Oi, tudo bem?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na análise de estilo dessa semana, vou falar brevemente da <strong>Amalie Bruun</strong> que é a mente por trás do <strong>Myrkur</strong> (que eu conheci por acaso alguns meses atrás ouvindo uma playlist de Black Metal e adorei). Ela tem um estilo que mistura o paganismo e o lado sombrio do black metal. A sua imagem reflete um equilíbrio entre a beleza natural e delicada com a escuridão e brutalidade da música extrema que ela cria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Visualmente é nítido que seu estilo carrega elementos de uma bruxa Nórdica e Folk Pagan, ela incorpora muito da cultura escandinava em seu visual, usando vestidos fluidos, túnicas esvoaçantes e texturas naturais, parecendo uma sacerdotisa saída de um conto pagão. E normalmente esse estilo tem muito do minimalismo com o místico, diferente do exagero teatral de alguns artistas, ela aposta em peças simples, tecidos leves e cores neutras (preto, branco, cinza e bege), criando um visual mais ritualístico e introspectivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O passado e a história fazem parte do seu visual, também com forte referênciasm medievais e Viking, como vestidos longos, mantos, peles e botas rústicas, criando uma conexão com a ancestralidade nórdica. Mas, como já disse, ele consegue trazer um equilíbrio entre luz e escuridão, ao mesmo tempo que ela usa o preto (se referindo ao black metal, morte, ocultismo) ela também inclui o branco e tons claros (simbolizando a pureza, natureza, espiritualidade), criando um contraste visual forte que reflete o som dela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E sobre a beleza natura com toque selvagem fica na sua maquiagem, que é pouca, sem exageros e sempre mais pálida, cabelos desgrenhados com um ar de sacerdotisa ou deusa nórdica. A Amalie consegue trazer um visual que é delicado e brutal ao mesmo tempo, informando o seu universo folk atmosférico e black metal agressivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vamos as referências do cinema em seu estilo:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como falei, ela traz o paganimo bem forte no seu estilo encaixando bem no cinema de <strong>Horror Folk</strong>, como <em>The Witch (2015)</em> e <em>The Wicker Man (1973) que já citei em outra análise aqui,</em> influenciam a estética dela, com rituais ancestrais, florestas assombradas e mulheres como figuras poderosas e misteriosas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Da mesma maneira que é normal nesse universo do metal, o<strong> expressionismo alemão/terror gótico/fantástico</strong>, por conta da atmosfera escura e teatral, como <em>Nosferatu (1922)</em> e <em>A Montanha Sagrada (1973)</em>. Sem contar com a iluminação e atmosfera com nevoa de mistério das obras do Mario Bava, em <strong>As Três Máscaras do Terror</strong> (1963), <strong>Seis Mulheres para o Assassino (1964)</strong> e várias outras obras do mestre, que no clipe &#8221;&nbsp;Leaves of Yggdrasil&#8221; e até algumas apresentações ao vivo, percebemos essa referência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trazendo mais a referência do <strong>Cinema Medieval e Lendas Nórdicas</strong>, podemos citar <em>Valhalla Rising (2009)</em> e <em>The Northman (2022)</em> refletem a abordagem mística e brutal dela para a mitologia e cultura viking. Muitas de suas músicas parecem trilhas sonoras para batalhas ou rituais antigos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E para fechar, aqui a gente fala da <strong>sonoridade cinematográfica</strong> no álbum, <em>Folkesange</em> (2020) que tem um som que poderia facilmente estar em filmes históricos ou épicos de fantasia, com uma vibe parecida com a trilha de <em>O Senhor dos Anéis</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E para você conhecer mais o projeto <strong>Myrkur</strong>, recomendo você ouvir:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8220;Onde Børn&#8221;</strong>, traz uma sensação ritualística e hipnótica. A letra, em dinamarquês, fala sobre crianças desobedientes, remetendo a lendas folclóricas nórdicas. A segunda música é a <strong>&#8220;Ulvinde</strong>&#8220;, que significa &#8220;mulher-lobo&#8221; em dinamarquês. A música fala sobre força feminina, libertação e conexão com a natureza selvagem. E a terceira é a música, <strong>&#8220;Ella&#8221;</strong>, que diferente das anteriores, essa música é puramente folk, inspirada em músicas tradicionais escandinavas. A letra fala sobre uma mulher forte e independente que não precisa seguir os caminhos que a sociedade impõe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagens e mais em<a href="https://www.instagram.com/myrkurmyrkur/"> @myrkurmyrkur/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um beijo, Suh Dolenga</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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