Papo de Blogueira

A primeira tatuagem, o primeiro piercing e o começo de quem eu sou hoje

Oi, tudo bem?

Faz algumas semanas que comentei sobre estar sentindo uma mudança interna e uma transição de ciclo acontecendo na minha vida. E isso fez eu enxergar que precisamos parar, entender isso que esta acontecendo e aprender…muitas vezes pode ser tranquilo, outras nem tanto. Dessa vez eu tenho percebido que essa mudança veio com força e não tem como eu ignorar como fiz outras vezes e ela veio principalmente pegando pesado no que diz respeito ao que eu mais falo, meu estilo pessoal e até de vida.

Engraçado pensar que meu primeiro salário não foi pra roupa, nem pra sair, nem show… foi pra uma tatuagem e um piercing. Eu lembro exatamente da sensação de liberdade que senti naquele dia, de estar indo em um Studio “me furar” literalmente, para uma adolescente, era um mundo novo e que queria estar mais nele. Naquela época eu nem sabia que estava construindo meu estilo, mas cada decisão que eu tomava, seja o corte de cabelo, que durante esse período todo eu brinquei com vários tipos de cabelos, desde ruivo mega longo, a chanel com franja bem Cleópatra, duas cores…enfim, eu me diverti muito e isso é uma das coisas que eu sempre falo, você precisa testar, experimentar, viver a experiencia e se entender novamente… com as roupas pretas, o piercing, tatuagem foi a mesma coisa, era um grito silencioso de ‘essa sou eu’. Eu já contei a minha história aqui e nas redes sociais outras vezes. Naquela época eu nem sabia que estava construindo meu estilo, mas cada decisão sobre os elementos usados era uma maneira de eu mostrar a minha identidade.

Hoje, aquele piercing ainda está aqui, mas em uma versão menor. Mesmo que mais discreto, ele conta uma parte da minha história, como as tatuagens que são pra vida. E da mesma maneira que eu passei por esse momento de descoberta na época, hoje eu to vivendo isso de novo só que de uma forma mais madura, diferente e mesmo com as mudanças, o significado continua porque o estilo é isso: ele cresce com a gente.
A gente não deixa de ser quem foi, apenas vai lapidando as versões de si até se reencontrar por completo. Esse é o verdadeiro processo de autoconhecimento. E o piercing continua no nariz, mas o menorzinho, o primeiro que coloquei, aquele brilhinho…quem sabe em um próximo momento de redescoberta ele não me deixa de vez…

Um beijo, Suh Dolenga

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