Quem viveu a era de ouro dos blogs de moda sabe do que estou falando. Aquela época em que a gente não postava só uma foto rápida com uma música de fundo… a gente sentava, escolhia as fotos com cuidado e escrevia. Escrevia sobre o que sentiu ao usar aquele vestido, onde comprou aquela bota de brechó e como aquela combinação mudou o nosso humor no dia.
Sinto falta dessa lentidão. De olhar para o guarda-roupa não como uma pilha de tendências passageiras, mas como um arquivo de memórias. Aqui no blog eu montei uma página só com meus looks, como um acervo meu pessoal de inspiração nos momentos de bloqueio.
A ideia é resgatar a essência dos anos 2000 onde os blogs eram os melhores amigos de todas nós, mas com o olhar que tenho hoje. Menos ‘look do dia’ automático e mais ‘crônica visual’. Este é o meu convite para você que também sente falta de profundidade no meio de tanto scroll infinito. Além disso, aqui no blog eu quero falar mais sobre moda, estilo como extensão da nossa história. Vai ter muito preto por aqui sim. Você também sente falta da era dos blogs? O que você mais gostava de ler naquela época?
Farei com looks a partir de agora, 2026, mas para quem quiser ver os meus looks mais antigos, últimos usados, eu posto sempre nas minhas redes sociais, Instagram, TikTok e também na playlist no meu canal no Youtube, confira AQUI e criei a aba Looks aqui no blog, AQUI.
Um beijo, Suh Dolenga

Que texto lindo e muito sensível. Gostei especialmente da forma como você resgata a roupa não só como estética, mas como memória, humor, fase de vida e expressão de quem somos. Essa ideia de olhar para o guarda-roupa como um arquivo de histórias toca muito, porque devolve profundidade para a moda num tempo em que quase tudo virou pressa e excesso de imagem. Também achei muito especial o jeito como você cita brechó e peças herdadas como parte dessa narrativa afetiva. Parabéns por abrir esse espaço com tanta verdade, delicadeza e personalidade.
Muito obrigada pelo carinho. Fiquei feliz em saber que a ideia do guarda-roupa como arquivo ressoou em você. É exatamente isso que penso, humanizar o que vestimos para pausar um pouco essa pressa do mundo.