Papo de Blogueira

A tal calça skinny

Oi, tudo bem?

Engraçado pensar que por muitos anos eu só me sentia eu mesma quando estava com uma calça skinny. Nós da geração Millennial, tivemos nossa fase das calças skinnys, da cintura mega baixa, rasgadas…Eu amava a sensação de algo mais justo, mais marcado, que moldava o corpo. Aquilo, pra mim, representava confiança, presença, até um certo poder sabendo do pertencimento que ela me trazia. Era como se, quando eu vestisse uma skinny, eu automaticamente me encaixasse na minha própria identidade e na geração mais interessante que já existiu.
Mas com o tempo e talvez com a maturidade, eu comecei a mudar essa relação. Hoje, o que eu mais tenho amado são roupas soltas, leves, confortáveis… que me deixam respirar, me movimentar, sem me incomodar. Não só fisicamente, mas emocionalmente também.
Eu ainda acho linda uma calça skinny, reconheço o quanto ela foi um marco no meu estilo. Mas hoje eu enxergo beleza também em sentir o tecido mais solto, o corpo mais livre, o movimento natural, sem cobrança. É curioso como o estilo acompanha o que a gente vive. Antes eu queria me mostrar forte, firme, segura. Hoje, eu quero me sentir em paz, presente, inteira.
E talvez o amadurecimento seja isso: perceber que o conforto também pode ser bonito, que suavizar não é perder força, é só uma nova forma de expressar quem a gente é agora, mas posso voltar naquele tempo quando sentir necessidade. Porque o estilo pode mudar, o corpo muda, mas a essência continua sendo a mesma, só mais consciente. E se ainda uso a skinny? Sim, algumas vezes eu me visto como aquela jovem do início dos anos 2000 para voltar a uma época que me traz bons sentimentos.

Esse texto não é apenas sobre uma mera calça skinny.

Um beijo, Suh Dolenga

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