Oi, tudo bem?
O ano ainda não acabou e algumas coisas já estão acontecendo para o próximo…Muitos me acompanham e me conhecem bem, sabe que sou transparente em tudo e tenho sentindo que estou passando por uma transição de ciclo, algo muito natural quando a gente vem de um caminho criativo, autêntico e construído com alma, mas começa a perceber que a versão que está surgindo dentro de nós quer algo maior, mais maduro e coerente com o agora.
Eu sinto que tem algo dentro de mim que grita por uma mudança, na forma de levar a vida, de pensar, de falar, me posicionar e de criar como faço. Sinto um desgaste do formato atual em que venho fazendo os meus conteúdos. Sei que já criei uma base sólida, uma comunidade, estética, voz própria, reconhecimento dentro da moda alternativa, mas sinto que esse formato (e até o público atual) não comporta mais o tamanho do que quero expressar. Isso não é desânimo, é expansão. Porém, esta sendo um caos sentir isso, buscando por respostas e novamente, sozinha, porque nem todos entendem.
Eu sinto a necessidade de propósito e profundidade no que trago. O que antes me inspirava começou a parecer “vazio” ou “repetitivo”, e quando acontece isso, é porque a nossa alma quer trazer novas camadas de significado para o que criamos. Talvez o foco agora não seja só o visual alternativo, mas algo como a mulher por trás da estética, o amadurecimento dentro do estilo alternativo, a jornada de autenticidade e autoconhecimento através da imagem. Mas… o alternativo não é mais algo que eu quero trazer como ponto principal.
O público alternativo, especialmente o mais jovem ou apenas consumidor de estética, nem sempre valoriza o serviço que eu faço, mesmo que amem ter um estilo único e como consultora e criadora de algo mais profundo, estou sentindo a necessidade de migrar para um público que busca transformação, consistência e autenticidade consciente. É um público mais maduro, que quer estilo com propósito, não só roupa bonita, tendência ou parecer “diferentão”.
Em outras palavras: não estou perdendo o que construí, mas lapidando. Estou saindo da fase da estética rebelde e entrando na fase da mulher que vive sua autenticidade com consciência e presença. E sei que haverá muitas que também anseiam por isso. Muitos não entenderão, outros julgaram, mesmo que a gente diga que algumas coisas são ou não são fases, nesse momento eu vejo que não é questão de me prender em algo que esta dentro mim desde que nasci e sempre estará, mas saber trazer isso de forma inteligente e saber valorizar meu conhecimento, meu trabalho além de “parecer ou buscar ser” uma criadora de conteúdo de moda alternativa.
Os meus pilares que permanecem e são visíveis que estão na minha essência sempre serão a autenticidade, por sempre criar com verdade e identidade, como também, mulheres reais, do qual eu busco falar com as que buscam se encontrar, se expressar e se empoderar através do estilo.
Mesmo que eu diminua o conteúdo voltado ao estilo alternativo, agora venho com visão mais madura, elegante e simbólica, não apenas estética. A música sempre foi uma energia criativa, o rock e o metal não são só referências visuais, mas força vital e expressão emocional, no meu ver. Ambos fazem parte da minha história, mas as vezes é necessário sabermos recalcular rotas. E sendo sincera, estou cansando de criar, criar, criar de forma a sempre trazer algo que atraia o público, mas hoje que busco por estratégia, mais ainda, por conta da minha loja. Não vejo isso tudo como um erro, uma falha ou o que for, que para muitos sempre é visto como negativo ou quem fique ali torcendo com “tomara que quebre a cara”, mas vejo como bom senso, respeito comigo mesma e com tudo que fiz até hoje para chegar onde cheguei, mas saber rever se meu caminho esta sendo o certo ou preciso começar de novo. E nunca tive problemas em recomeçar.
Aqui mora o desconforto que sinto, algo que era minha “casa criativa” agora está ficando pequeno.
Talvez eu esteja deixando de ser “a criadora de conteúdo alternativa” para se tornar uma mentora de estilo e expressão autêntica, com mais profundidade e propósito. Sim. E sinto que o menos é mais, que o minimalismo tem me atraído, que certas coisas já não fazem mais parte da minha nova versão… e que bom.
Fiquem tranquilos, ainda continuo indo em shows, festivais e amando todo esse universo, mas tem uma parte minha que também ama ver e viver essa mudança nova que esta surgindo. O meu público atual pode estar dividido em parte quer entretenimento e estética, enquanto a outra parte quer aprender e se transformar. Mas penso que o novo público que quero atrair é formado por mulheres que amam o estilo (mesmo alternativo), mas também buscam propósito, autoconhecimento e refinamento. E talvez estejam em transição de amadurecendo o visual, equilibrando o estilo com o trabalho e a vida adulta, querendo se expressar sem perder autenticidade, como sempre falo e acredito.
E isso é a tal chave da sua virada. Não estou negando quem sou, estou evoluindo a forma de expressar a minha essência. Da mesma forma que falo sobre sair da caixinha, muitas vezes não percebemos que mesmo sendo “alternativa” a gente esta se enfiando em uma e senti que isso me limitou a um nicho pouco disposto a investir no que tenho a servir e me posicionar como uma mulher criativa, autêntica, sofisticada e livre, que une identidade e propósito, que é o meu novo eu.
A minha essência permanece, a autenticidade visceral, as referências de música, arte e expressão individual, a força feminina sombria, misteriosa e intuitiva, um olhar estético afiado, sensível e autoral e o principal, a busca por conexão real, não por aprovação. Eu não faço as coisas para agradar, até porque se eu for ver, hoje muita gente não gosta de mim, do que acredito, falo, faço, pela maneira que me posiciono e não vou mudar isso para trazer conforto ao outro e me desrespeitar. Eu nisso tudo, me tornei uma pessoa sozinha, mas sigo acreditando no que sou e busco levar isso para quem quer isso também.
Minha missão é ajudar mulheres a se expressarem com autenticidade e presença, sem precisar seguir padrões, unindo estilo, essência e propósito. São pessoas que sentem que já não se reconhecem na forma antiga de se vestir ou se mostrar. Buscam amadurecimento, mas sem abrir mão da personalidade. Querem elevar o visual, comunicar autenticidade e se sentir seguras na própria pele. Estão dispostas a investir em autoconhecimento e imagem pessoal. É quem se identifica com a minha intensidade, mas também admira a minha clareza e profissionalismo. Não é o público que só quer “inspiração de look”, é o que quer transformação e visão de estilo. Não tem nada de errado você querer inspiração de look, eu compartilho e também busco, mas as coisas mudam.
Entenda que, a roupa é o ritual diário que te reconecta com quem você é. Você não está mudando de estilo, está evoluindo a forma de existir. Cada detalhe que uso carrega intenção, nada é aleatório.
Em 2026 essa minha nova fase vai vir mais forte, ela ja esta começando a dar as caras e isso também reflete na minha marca/loja, pois eu sinto que ela também caminha nessa direção. Talvez o ballet tenha mexido com um lado meu que precisava ser aflorado e tem sido incrível, mesmo que no começa seja um pouco assustador.
Um beijo, Suh Dolenga
