Papo de Blogueira

Comecei ballet depois dos 35, benefícios, dicas, lojas e a ligação com a imagem pessoal

Oi, tudo bem?

Faz algum tempo que venho compartilhando conteúdos profissionais e quase nada pessoal. Em alguns posts consigo mesclar os assuntos, mas hoje eu vou falar como uma amiga que quer contar as novidades e talvez isso te ajude a rever como você esta levando sua vida atualmente.

Desde 2020 eu tenho focado no trabalho e esquecido da minha vida pessoal, principalmente hobbies que basicamente eu joguei tudo em um quartinho escuro e larguei lá para algum dia eu recordar…pois bem, esse momento chegou.

Quando crescemos, nos tornamos adultos, principalmente nós mulheres, deixamos muita coisa de lado para se dedicar em projetos, família …em alguma causa que se for ver bem, nem sempre é nossa responsabilidade, mas cai em nossas mãos. E ter hobby, independente de qual seja, sendo adulta, parece algo de outro mundo, é visto como egoísmo, infantil ou vem acompanhado com algum tipo de reprovação e comentários etaristas e machista. Não casei, não tenho filhos, mas a cobrança de conquistar as coisas é grande e muitas vezes nós mesmas nos cobramos disso. Eu tenho objetivos e não são pequenos, mas para conquistar eles é necessário estar com a saúde em dia, principalmente a mental.

E falando em saúde mental, que já não é mais tabu, como nunca tive problemas em dizer das vezes que precisei fazer terapia, por conta da fase “workaholic“, além de questões próximas que precisei resolver, na grande parte sozinha. Crise de Pânico, Ansiedade e até Compulsão por compras, foram os problemas que eu adquiri quando as coisas saíram do lugar. Me cuidei, fiz mudanças necessárias e consegui dar a volta por cima. Porém, hoje, mesmo tendo uma vida mais flexível, trabalhando em home office, essa cobrança interna voltou e algumas coisas começaram a desandar novamente… trabalhar muito com o mental, exige mais que o físico, no meu ponto de vista. Durante muito tempo, ir para o Pilates e academia, me ajudaram muito e ajuda ainda, mas parece que faltava algo…algo que eu pudesse fazer com vontade, sem parecer uma obrigação, fazer algo que eu goste de fazer, fazer parte de algo, conhecer pessoas que também façam isso, ter um horário da agenda para esse momento em que eu faça algo por prazer, por mime o resto que fique para depois.

Ballet foi a atividade escolhida. Dançar é algo que sempre gostei e dançava muito na infância, adolescência. Percebi que sempre que toca algumas músicas eu solto, “eu sei a coreografia, eu dancei na escola, eu ainda lembro os passos” e aquilo da um quentinho no coração. Meu corpo pede por movimento e isso alivia a minha mente.

Existe inúmeros estilos de danças, mas escolhi o ballet por ser algo totalmente o oposto que estou acostumada, sendo que sou sanguínea, agitada, vou em shows, festivais, adoro uma muvuca de grade, roda…mosh, escuto músicas e bandas extremas…enfim. Fazer ballet depois dos 35 parece ser uma das decisões mais poderosas e transformadoras, justamente porque ele traz um contraponto perfeito à intensidade e energia desse estilo de vida.

Alguns benefícios que vi, senti ao escolher o ballet já nas primeiras aulas

O ballet trabalha consciência corporal, postura e alongamento, mas de uma forma suave e disciplinada.
Pra quem passa o dia criando, produzindo conteúdo e trabalhando no computador, é uma forma de libertar as tensões acumuladas e recuperar leveza sem precisar de impacto ou competitividade.

O metal é sobre intensidade, peso e presença. O ballet traz o oposto: controle, precisão e leveza. Quando esses dois mundos se encontram, a gente cria um equilíbrio interno poderoso, é como se o corpo encontrasse a mesma harmonia que uma boa música tem entre guitarra pesada e melodia suave. Sabe quando começa aquela música maravilhosa e parece que você pausa tudo a volta e vive aquele momento, sensação que ela transmiti? É isso.

Vocês sabem que eu tenho ansiedade ainda, mesmo que pouca, mas ainda tenho alguns momentos em que eu preciso dar aquela desacelerada e a prática do ballet exige foco no movimento, na respiração e na música. Isso ajuda o cérebro a entrar em estado de fluxo, diminuindo pensamentos acelerados e aliviando o estresse mental que vem do excesso de trabalho e estímulo digital. O Pilates também me ajudou muito nisso, caso alguém busque por fazê-lo…recomendo muito. Atualmente tenho voltado a fazer os exercícios que aprendi ao longo dos 5 anos que fiz aulas e tem sido ótimo.

Mesmo sendo uma dança tradicional, o ballet pode ser vivido de forma autêntica, você pode expressar força e sensibilidade ao mesmo tempo. É um espaço pra reconectar-se com a feminilidade, coisa que de certa forma na correria do dia a gente acaba agindo de forma mais ríspida, muitas vezes para conquistar nosso espaço e respeito, mas… é possível ser feminina e ainda sim, saber se impor. Muitas pessoas confundem feminilidade com ser boba, aceitar tudo de cabeça baixa e não, não é isso.

Postura, consciência corporal, alongamento, mobilidade articular, tônus muscular, equilíbrio, coordenação e ritmo, tudo isso contribui pra você se sentir mais confiante para realizar as atividades que exigem mais.

O ballet pode se tornar um ritual sagrado dentro da rotina pesada. É o momento em que a gente desliga o modo produtiva e entra no modo presença, um espaço pra cuidar de você, reconectar-se e se permitir sentir leveza sem abrir mão da intensidade.

E sobre o físico perfeito, sim…

O ballet pode ajudar a definir o corpo e contribuir no emagrecimento, mas o efeito dele é diferente de um treino de musculação ou HIIT, por exemplo. Ele modela o corpo com leveza e equilíbrio, sem “crescer” músculos nem gerar impacto articular. O ballet trabalha o corpo todo, com foco em força, alongamento e resistência. Os músculos ganham firmeza, mas continuam longos e esguios (por causa da contração com alongamento constante). O resultado é um corpo mais modelado, alongado e definido, com aparência “fina e forte”. Delicada, seria a palavra.

Uma aula de ballet pode queimar calorias, dependendo da intensidade e duração. Mas o que realmente faz diferença é o movimento constante, o controle muscular e a ativação do core (abdômen e lombar o tempo todo). Isso acelera o metabolismo e ajuda na redução de gordura corporal, especialmente se combinado com boa alimentação e sono. O centro do corpo (core) é ativado o tempo todo para manter equilíbrio e postura. Resultado: abdômen mais firme, costas fortalecidas e melhora da postura, o que por si só já muda o visual do corpo.

Além de aprender tudo em francês, os Pliés, relevés e arabesques ativam glúteos, posteriores e panturrilhas profundamente. Ajuda a levantar e definir o bumbum, deixando o corpo com linhas mais proporcionais e tonificadas. Como há muita movimentação leve e contínua, o ballet melhora a circulação e drenagem linfática, diminuindo inchaços e retenção de líquido. O corpo fica mais leve e as pernas desincham, ótimo pra quem passa muito tempo sentada.

Por não ser um treino de impacto, os resultados vêm de forma progressiva e sustentável: o corpo muda sutilmente, mas com elegância e naturalidade. É o tipo de exercício que esculpe o corpo e acalma a mente ao mesmo tempo. Se você já treina ou vai à academia, como eu, o ballet é um complemento perfeito, porque adiciona mobilidade, postura e consciência corporal, sem sobrecarregar.

Eu estou amando e como sempre falo, ele também conecta com a nossa imagem pessoal

Quando você começa a dançar, não muda só o corpo, muda a forma como você sente o seu o corpo. E isso transforma completamente a imagem que o mundo vê. O ballet desperta presença. Os ombros se abrem, o olhar se ergue, a postura se alinha. De repente, você não está apenas “em pé”, você está inteira, com o corpo e a mente conectados. Isso transmite autoconfiança, elegância e serenidade, mesmo sem dizer uma palavra.

Mas o mais bonito é o contraste. Pra quem vive no peso e na intensidade, seja do metal, da correria ou da criação, o ballet traz leveza. Uma leveza que não anula a força, mas a refina. É como se você aprendesse a dominar a própria energia: a mesma intensidade que explode num palco, agora flui em movimento, com controle e propósito. Com o tempo, essa energia começa a aparecer em tudo: na maneira como você entra em um ambiente, como fala, como se veste. Sua imagem ganha suavidade sem fragilidade, e uma força silenciosa que vem de dentro.

E não, você não está velha(o) para começar fazer algo que sempre quis. O ballet, aos 35, não é sobre se encaixar num molde, é sobre se permitir ser múltipla: forte e leve, rebelde e delicada, metal e movimento. E isso, mais do que qualquer exercício, é o que eleva sua imagem pessoal a outro nível.

E sobre as lojas que comprei, conheço e recomendo

Aqui em Curitiba eu fui primeiro na Decatlhon da Avenida das Torres, que é onde todo mundo pensa quando começa um esporte ou atividade física e é possível montar seu kit inicial ali na loja, pois tem meia, sapatilha, collant, saias, blusinhas, bolsa e acessórios. No site eu não vi quase nada, mas na loja física tem o essencial para começar.

A Bloch é uma das lojas mais conhecidas no meio e tem online, mas eu fui na física aqui em Curitiba, que fica no Park Shopping Barigui, onde eu montei meu kit de iniciante. Adorei, tem de tudo. A mesma coisa com a Só Dança e a Trinys, em Curitiba ficam no Batel.

Existem várias outras lojas e marcas, mas eu recomendo estas que eu conheci, conferi e gostei muito. Se você se identificou e quiser me acompanhar, eu compartilho Vlogs no canal no Youtube e alguns momentos nas redes sociais.

Um beijo, Suh Dolenga

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